26/11/2025
BMM REALIZA REUNIÃO PREPARATÓRIA DA CAMPANHA DE COMERCIALIZAÇÃO DA CASTANHA DE CAJU 2025/2026
A Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM, IP) promoveu a Primeira Reunião Preparatória da Campanha de Comercialização da Castanha de Caju 2025/2026. O encontro, realizado em formato de mesa-redonda, reuniu diversas instituições intervenientes na cadeia de valor da castanha de caju.
Estiveram presentes representantes da Autoridade Tributária (AT), do Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM), da Associação Moçambicana para a Promoção do Cooperativismo Moderno (AMPCM), a Polícia da República de Moçambique, laboratórios de classificação de produtos, o Instituto de Comunicação Social, colaboradores da BMM, IP, entre outros actores do sector.
A sessão de abertura foi presidida pela Presidente do Conselho de Administração da BMM, Victória Daniel Nkulunguila, que iniciou a sua intervenção apresentando o mandato e o papel da instituição que dirige como agente dinamizador da comercialização agrícola no país.
Ao abordar especificamente o tema da castanha de caju, a PCA fez referência a um estudo do Banco de Moçambique, apresentado durante o 46.º Conselho Consultivo da instituição, realizado em 2021, na província de Nampula. O estudo destaca a realização de leilões públicos como o modelo mais eficaz para a comercialização da castanha, por promover maior transparência e valorizar a produção nacional.
“Os leilões abertos promovem concorrência saudável e asseguram que os produtores sejam devidamente remunerados pelo seu esforço”, afirmou a PCA.
Durante a reunião, a BMM, IP apresentou também os principais obstáculos que têm limitado a dinamização da comercialização, com destaque para práticas como o aliciamento precoce dos produtores e a venda do produto fora dos períodos recomendados, incluindo situações em que a colheita ocorre antes da maturação completa da castanha.
O Instituto de Amêndoas de Moçambique foi reconhecido como parceiro estratégico, dada a sua importância no desenvolvimento e regulação do sector.
No encerramento, a PCA da BMM, IP destacou ainda a recente adesão da instituição à Associação das Bolsas de Mercadorias de África, que integra plataformas como as bolsas da África do Sul, Etiópia, Gana e Quénia. Segundo a dirigente, este passo representa uma oportunidade estratégica para preparar Moçambique para um comércio mais eficiente no contexto da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA).