06/08/2026
💉 Há 105 anos, uma descoberta mudou para sempre a história da medicina e da vida de milhões de pessoas com diabetes.
Antes da descoberta da insulina, em 1921, receber o diagnóstico de diabetes tipo 1 significava, na maioria dos casos, uma sentença de morte.
Sem tratamento, crianças e adolescentes raramente sobreviviam por muito tempo, e a única alternativa disponível eram dietas extremamente restritivas, que apenas retardavam a evolução da doença.
Tudo começou quando os pesquisadores Frederick Banting, Charles Best, John Macleod e James Collip conseguiram isolar a insulina na Universidade de Toronto, no Canadá.
Em janeiro de 1922, o adolescente Leonard Thompson, de apenas 14 anos, tornou-se a primeira pessoa a receber o tratamento com sucesso. Pela primeira vez, o diabetes deixava de ser uma doença inevitavelmente fatal.
Ao longo das décadas, o tratamento evoluiu muito. As insulinas de origem animal deram lugar à insulina humana produzida por engenharia genética e, mais tarde, aos análogos de ação rápida e prolongada.
Também chegaram as canetas aplicadoras, as bombas de infusão e os sensores de monitorização contínua da glicose, que trouxeram mais segurança, autonomia e qualidade de vida para quem convive com a doença.
O Brasil também passou a fazer parte dessa história. Hoje, produz insulina glargina, um análogo de ação prolongada, e iniciou a ampliação gradual do acesso ao medicamento pelo SUS para pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
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