11/05/2026
Ao longo dos últimos anos, o Itaú perdeu, ao menos, R$ 21,19 bilhões em maus negócios. O valor diz respeito a dívidas declaradas por grandes empresas que recorreram à recuperação judicial nos últimos 10 anos. Boa parte desse dinheiro virou pó.
Ao longo dos últimos 15 anos, principalmente, o Itaú se notabilizou pela presença constante em lista de maiores credores das grandes recuperações judiciais do país.
Exposição do Itaú em grandes recuperações judiciais:
▪️Só na recuperação judicial das Americanas a exposição do Itaú (entre o banco Itaú Unibanco e fundos) era de R$ 4,3 bilhões — R$ 5,059 bilhões corrigidos pelo IPCA — quando a primeira lista de credores foi publicada, no início de 2023.
▪️Na lista mais recente de credores da Odebrecht, ainda restam R$ 7,335 bilhões a serem pagos ao Itaú. Nas duas recuperações judiciais da Oi, os valores somados cobrados pelo banco chegaram a R$ 5,088 bilhões corrigidos.
▪️Na Sete Brasil, que acabou tendo sua falência decretada, o Itaú cobrava R$ 2,157 bilhões em créditos sem garantia – depois, vendeu-os para uma empresa especializada.
▪️Incluindo na conta também Ambipar (R$ 672 milhões), Light (R$ 124 milhões), Grupo Schahin (R$ 756 milhões), o total chega a R$ 21,19 bilhões.
O valor pode ser maior porque recentemente o itaú passou a se antecipar e vender as carteiras podres, reconhecendo o prejuízo antes do dinheiro virar pó
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