01/06/2025
NEGÃO DA BR: O HOMEM QUE VIROU LENDA VIVA ÀS MARGENS DA RODOVIA EM BELÉM
📍 Belém (PA) — Quem passa pela BR-316, especialmente nas imediações do Castanheira, já deve ter visto ou ouvido falar dele: o Negão da BR. Entre buzinas, carros em alta velocidade e o calor abafado da cidade, surge uma figura que resiste à margem da rodovia — um homem de sorriso fácil, fala espirituosa e presença marcante, que virou símbolo popular da capital paraense.
O nome dele é Ricardo, mas poucos o conhecem por isso. Ganhou o apelido de “Negão da BR” por estar sempre presente nos arredores da rodovia, em especial nos trechos entre o Entroncamento e o bairro do Castanheira. Para quem circula diariamente por ali, Ricardo não é apenas um personagem excêntrico: ele é parte do cenário urbano.
UMA HISTÓRIA DE DOR ESCONDIDA PELO SORRISO
Por trás do humor espontâneo e do carisma que viralizou nas redes sociais paraenses, existe uma história marcada por sofrimento. De acordo com relatos locais, Ricardo passou por uma separação que abalou profundamente sua saúde emocional. Sem apoio, acabou em situação de rua. A BR virou casa, abrigo e palco de sua rotina — uma rotina de resistência.
Apesar da dura realidade, Ricardo mantém algo que muitos perderam ao longo da vida: o sorriso. “Ele tá sempre rindo, mesmo quando tá só com a roupa do corpo”, diz um vendedor ambulante que trabalha na região do Castanheira. “Tem gente que tira sarro dele, mas ele revida com bom humor. É um guerreiro”, completa.
DA MARGEM PARA AS REDES
A presença constante e carismática de Ricardo ganhou as redes sociais, onde vídeos seus viralizaram rapidamente. Seja dançando, conversando ou apenas passando pela rodovia com seu estilo inconfundível, o Negão da BR virou um símbolo underground de Belém.
Mas a popularidade não trouxe necessariamente ajuda. Muitos compartilham seu rosto como piada, sem considerar que por trás de cada meme há uma vida real, uma trajetória marcada por perdas, abandono e resistência.
UM PEDIDO DE RESPEITO
Em tempos de exposição digital, a história de Ricardo nos lembra que é preciso ir além da viralização. Há um ser humano que enfrenta diariamente o abandono social. Ajudar é essencial!