25/05/2026
Addio, Maestro.
Grazie mille, Carlo Petrini.
Hoje, a Feira da Praça 13 presta homenagem a um dos homens mais importantes da alimentação mundial contemporânea. Um homem que nos ensinou a olhar para a comida com profundidade. A perceber que comer nunca foi apenas consumir, é memória íntima, território, cultura, afeto, política e futuro.
Carlo Petrini percebeu antes de muitos que o sistema alimentar estava nos levando para o caminho errado. E teve coragem, inteligência e sabedoria moral para apontar na direção oposta.
Nos ensinou que a comida precisa ser boa, limpa e justa.
Boa para quem come.
Limpa para a terra.
Justa para quem produz.
Nos ensinou a perguntar:
Quem está por trás desse produto?
Quem plantou? Quem produziu?
Quem está sendo remunerado de forma digna?
Que território está sendo protegido quando escolhemos consumir artesanal?
Existe muito de Petrini em cada agricultor familiar, em cada pescador, cozinheiro, queijeiro, produtor artesanal, povo indígena, quilombola, estudante e sonhador que insiste em fazer da comida um compromisso com a vida.
Preservar é dar futuro ao que tem valor.
É criar condições para que uma família continue fazendo queijo.
Para que uma farinha carregue o nome do seu território.
Para que um mel, um fermentado, um arroz, um feijão ou uma mandioca continuem contando histórias.
Somos família planetária.
Somos diversidade alimentar.
Somos cultura viva.
Da Piemonte ao Cerrado.
Dos pequenos produtores às mesas compartilhadas.
Seguiremos defendendo uma cozinha que cresça moralmente, que se comprometa com a vida e com aqueles que alimentam o mundo de verdade.
Obrigado, Carlo Petrini.
Seu pensamento continuará vivo em cada feira, em cada produtor artesanal e em cada alimento feito com tempo, dignidade e pertencimento.
Com carinho,
Feira da Praça 13. 🌷