11/06/2026
Enquanto países da União Europeia proíbem o uso de alguns venenos na agricultura por riscos à saúde coletiva, o Brasil segue sendo pressionado a flexibilizar regras e abrir mercado para esse mesmo tipo de tecnologia que causa riscos à saúde de quem produz e de quem consome.
Recentemente, uma startup norte-americana tentou registrar no país o uso de um antibiótico em plantações de laranja, uma substância já banida em outros territórios justamente por contribuir para um dos maiores desafios globais da atualidade: a resistência antimicrobiana.
Quando antibióticos passam a ser utilizados de forma massiva no campo, eles não f**am apenas na lavoura. Eles circulam, chegam ao solo, à água, aos alimentos e, inevitavelmente, aos nossos corpos. Esse uso contínuo cria um ambiente propício para o surgimento de bactérias resistentes, conhecidas como “superbactérias”, tornando tratamentos médicos cada vez menos ef**azes e colocando em risco a capacidade de curar infecções.
Não se trata de um caso isolado. É parte de um modelo de produção que insiste em tratar a natureza como mercadoria e a saúde como externalidade. Um modelo que depende de insumos químicos, agrotóxicos e, agora, até antibióticos para sustentar monoculturas em larga escala, mesmo que isso custe a vida.
E mais uma vez, o Brasil aparece como território de disputa: onde o que é proibido em outros países encontra brecha, lobby e tentativa de aprovação.
Por outro lado, a agroecologia segue mostrando que existe outro caminho possível, baseado na diversidade, no equilíbrio dos ecossistemas, no cuidado com o solo e na produção de alimentos sem veneno e sem substâncias que coloquem a saúde coletiva em risco.
Defender a agroecologia não é só uma escolha alimentar, é defender a vida, a saúde pública e a soberania alimentar.
FONTE: REPÓRTER BRASIL
Acesse nosso site: loja.redelivres.eco.br (linkna bio)
Ou visite uma de nossas unidades!