01/02/2026
Há 13 anos, nossa trajetória na pecuária começou com um desafio inusitado que recebemos de presente de casamento: a “Cacundinha”, uma vaca Holandesa que já estava destinada ao descarte. Com uma lesão no úbere e apenas três tetas funcionais, o destino provável dela seria o abate.
Contudo, decidimos investir na recuperação e no manejo adequado. A resposta veio na prática: ela, que produzia apenas 2 litros, alcançou picos de 24 litros/dia, dando origem à nossa atividade leiteira aqui em Glorinha/RS. Hoje, essa história fundamenta o nosso trabalho técnico, focado totalmente no conforto térmico e na eficiência.
🧠 *Nossa Ciência aplicada ao Bem-Estar:*
*Olhar da Física na Genética:* Como físico, eu (Thiago) apliquei conceitos de termodinâmica ao nosso rebanho. Observamos que a raça Holandesa, por ser maior, retém mais calor e sofre mais com o nosso clima. Nossa solução técnica foi migrar para a raça Jersey, que possui menor massa corporal, dissipa melhor o calor e nos entrega um leite com maiores teores de sólidos.
*Mitigação do Estresse Térmico:* Para combater as altas temperaturas, priorizamos em nossa propriedade o sombreamento (com árvores) e o acesso irrestrito à água, pilares fundamentais para a regulação fisiológica dos animais.
*Monitoramento Ativo:* Nosso dia a dia inclui a observação constante de sinais clínicos de hipertermia (como a respiração ofegante), o que nos permite intervir rápido para garantir o conforto e evitar quedas na produção.
Para nós, este é um exemplo prático de como a união entre conhecimento técnico e respeito aos animais gera resultados sustentáveis. 🌿👏
E aí na sua propriedade, qual estratégia de conforto térmico você prioriza? Compartilhe conosco nos comentários. 👇