07/03/2026
“Tudo, tudo, tudo, tudo que nóis tem é nóis.”
Ouvi esses dias essa frase do Emicida de uma querida amiga e pensei cá comigo: o meu “nóis” é lindeza demais. E, nesse ciclo, não poderia ser diferente.
Hoje, Mestre em Educação pelo PPGE-UPE Mata Norte, com orientação da Professora Dra. Adlene Arantes , com a pesquisa intitulada “Gestão Escolar no Quilombo Povoação de São Lourenço: vivências para implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola”, tive meu “nóis” em todas as etapas.
Meu projeto foi construído a muitas mãos, no coletivo, na partilha, nas andanças, nos diálogos, nos sorrisos, nas contações de histórias e estórias, nas lágrimas e no colo. Um aquilombamento daqueles de tirar o fôlego, de felicidade.
Contei com uma banca avaliadora toda negra e afrocentrada, que contribuiu imensamente com nossa pesquisa e com meu crescimento, de forma afetuosa e colaborativa. Contei também com uma supervisora de estágio que guiou meu Ori e meu coração em todo o percurso . E com uma comunidade lindeza, que me acolheu e possibilitou todo esse caminhar. Sem elas e eles, nada seria possível.
A academia é um ambiente que não foi pensado para gente. E, quando conseguimos adentrar nesses espaços, muitas vezes somos surpreendidos com diversos códigos brancos que tentam nos fazer acreditar que ali não é nosso lugar. Aos que ali já estão, a nós que estamos chegando e aos próximos que virão: que o caminhar de mãos dadas prevaleça, possibilitando o aquilombamento desses espaços, para que nunca mais nenhum dos nossos sinta desconforto. Que nossa realeza nunca seja questionada, e sim celebrada.
Ao meu “nóis”, aos meus (vocês sabem), todo o meu amor.
Que venha o Doutorado ✊🏽