01/02/2026
Carnaval, festas tradicionais, hoje muitos municípios pequenos como Granjeiro, vivem uma realidade dura, orçamento limitado, demandas básicas enormes e mesmo assim é pressão constante pra contratar atrações grandes, pq o povo gosta e quer o caro. Porém artistas com cachês totalmente fora da realidade local. Artistas (ou seus empresários) chegam impondo valores altíssimos, que não dialogam com o porte do município nem com a vida real da população.
O mais grave é quando o primeiro questionamento já vem carregado com essa pergunta:
“Vai tocar pra prefeitura ou pra um clube particular?”
Como se tocar para o povo em praça pública, valesse mais, quando na verdadea a ideia é que tocar para prefeituras é visto como uma mesa farta, onde se pode entrar com gosto pq o dinheiro é público. Isso não é só absurdo, é imoral. E os prefeitos estão certíssimos, isso chama responsabilidade pública. Quando a gestão diz “NÃO ” a cachês altos a resposta é lógica e rápida: se parar de contratar, o preço cai. Nenhum artista vive sem tocar.
Enquanto isso, observamos o outro lado da injustiça:
artistas da terra, talentos locais,
fazem shows de qualidade
conhecem a cultura e o público,
movimentam a economia mas são ignorados, desvalorizados por seus próprios conterrâneos, ou seja, se o prefeito colocar só atrações da terra O POVO NÃO VAI PRO EVENTO, E MUITOS AINDA VÃO PRA REDE SOCIAL QUESTIONAR. As pessoas precisam entender que Investir em quem é da terra, fortalece a identidade do município e distribui renda de forma justa. A população necessita desse entendimento, VALORIZEM OQUE É NOSSO. É preciso dizer se preferem:
Um show caríssimo de poucas horas
ou
Vários eventos com artistas locais, cultura viva ao longo do ano, saúde assistida,educação, transportes...
Chegou a hora de colocar um ponto final nesse modelo injusto de contratações DAQUELES QUE SE JULGAM GRANDES DEMAIS. Cultura não pode ser refém de cachês abusivos. Municípios não é caixa eletrônico de empresários e cantores que não tem o mínimo de empatia, alguns deles nem receber o público quer, é como se fossem uns Deuses! Mas nós devemos aprender a exaltar um Deus, o verdadeiro Deus, não artista com mania de grandeza.