AGRICULTURA SUSTENTADA PELA COMUNIDADE (retirada da reportagem "Orgânicos em escala", de Rafael Tonon, para a Folha de São Paulo em 18/06/2014)
O produtor oferece ações de sua fazenda e o consumidor vira sócio investidor com direito a uma parte do que é produzido ali – quase sempre materializado na forma de uma cesta semanal. O grupo de consumidores divide os custos do produtor, que usa a proprie
dade para cultivar exclusivamente para esses consumidores. Surgido no Japão na década de 1960, o sistema ganhou força nos últimos dez anos. Na França, começaram em 2001 e hoje há mais de 2 mil no país, com entregas regulares de 80 mil caixas de alimentos para cerca de 320 mil consumidores. “No Brasil, estamos trabalhando para que esse movimento se fortaleça. Em menos de cinco anos, já temos 600 famílias que fazem parte da cadeia”, afirma Hermann Pollmann, um dos fundadores da CSA Brasil, entidade que coordena os grupos no País. Quando ele chegou ao Brasil em 2010, vindo da Alemanha, trouxe a ideia de criar por aqui esses grupos e fundou o primeiro em Botucatu. Hoje, há oito grupos no País, em cidades como São Paulo (três núcleos), Ourinhos, Bauru, Campinas e Itajubá (MG). O de Botucatu é o maior e conta com 12 hectares para produção para 300 famílias. “A demanda por esse tipo de relação com a produção do alimento tem sido maior do que podemos atender”, diz Pollman, que conseguiu uma verba do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em janeiro para instituir a CSA Brasil e promover o conceito por meio de cursos, palestras e um site da entidade ( http://csabrasil.org/)
“Queremos difundir ainda mais o conceito e mostrar que nossa relação com a comida vai além da prateleira – envolve as pessoas que a produzem e a terra.”
Vantagens: ter total controle da procedência e frescor do alimento. Como os produtores fazem parte do grupo, as relações são mais pessoais. MAIS INFORMAÇÕES envie um email para: [email protected] :)