17/02/2019
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SOBRE A CERTIFICAÇÃO ORGÂNICA: (Parte II):
Continuando com o caminho para aprovação da propriedade orgânica, depois que o grupo aprovou em visitas ao longo do ano aquela produção, a associação verifica os documentos que depois envia para a central junto ao OPAC (Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade que é credenciado ao MAPA) para finalmente atestar o selo. O MAPA faz visitas surpresas nas propriedades anualmente.
Essa relação que temos com outros produtores do nosso grupo, entre as outras associações (ou cooperativas e assentamentos) se torna próxima, rica em saberes e aprendizados e.... de CONFIANÇA!
O agricultor não vai querer fazer nada errado na sua produção porque sua atitude não afetaria somente a sua produção, mas afetaria também toda essa rede imensa de produtores.
Para um novo agricultor fazer parte disso tudo, ele tem que ser CONVIDADO e APADRINHADO por algum outro produtor que já faz parte e que CONHECE e confia no seu trabalho, depois é aceito ou não pelos outros membros do grupo e da associação que verificam a sua propriedade.
Ahhhh mas será?! SIM! Acredite e venha conhecer nossas visitas.
Se o produtor está com a certificação em dia, (aparece seus dados até pela página do SISORG/MAPA) está te vendendo o que está detalhado em seu certificado, então ele está de acordo, é orgânico. Se puder conhecer melhor esse produtor, as suas hortas, melhor ainda, não?!
Não dá pra chamar de fada ou duente um trabalho enorme e sério, (que já vem propositalmente recebendo cada vez menos investimentos governamentais, como a Agricultura Familiar, que neste ano recebeu apenas 5.8bi, enquanto o agronegócio recebe trilhões! Ficando sem o MDA Ministério do Desenvolvimento Agrário que colaborava intensamente com a produção orgânica, o CONSEA, e outras pastas importantes), porque não deu tempo de pesquisar antes de escrever sobre☹️.
Temos que pensar também, como consumidores, que quem deveria identificar seu alimento é o convencional, grudando os selos com nome DOS VENENOS que usa e carência, aí sim entenderíamos que essa lógica toda é bem errada e de interesse do agronegócio, claro!
(Continua no próximo post!)