14/05/2016
Vegetariano? Vegano? O que são esses conceitos? Qual a diferença?
Para quem ainda tem dúvidas e pouca familiaridade com todos esses conceitos, aí vai uma distinção básica: todo vegano é necessariamente vegetariano, mas nem todo vegetariano é vegano.
Por quê?
Bem, porque o VEGETARIANO é aquele que:
Tem um sistema alimentar exclusivamente vegetal, sem o consumo de quaisquer ingredientes de origem animal, mesmo aqueles que não culminam na morte do animal, como ovos, mel, gelatina, leite, queijos, etc. No entanto, ele não necessariamente implica na defesa dos direitos animais e na libertação, mas pode ser motivado por questões ambientais, sociais e até mesmo de saúde.
Já o VEGANO é aquele que:
Veganismo é um modo de vida, ou uma moral, que tem em vista a eliminação de quaisquer tipos de exploração animal, por isso vai além da alimentação e se estende para os produtos de vestuários, cosméticos, entretenimento, higiene, etc., além da não admissão de te**es em animais. Portanto, o veganismo implica na exclusão de produtos parcialmente ou totalmente de origem animal em todos os aspectos da vida.
"Ahh, então o veganismo é uma forma mais radical?"
Em certo sentido, sim, pois vai contra a exploração de outras espécies animais que é enraizada na sociedade de produção capitalista. No entanto, ser radical em questões que julgamos como justas não deve ser um termo pejorativo, afinal de contas, o antônimo de radical é moderação e, em questões de violência, não basta ser apenas moderado, é preciso libertar-se de uma posição que está "a meio caminho". Ser radical, nesse sentido, é não aceitar a violência e injustiça e fazer algo a respeito.
"Você acredita então que o veganismo muda o mundo?"
Formas de violência na sociedade existem de variadas maneiras e apenas tornar-se vegano não é suficiente para acabar com todas elas. No entanto, é preciso que reconheçamos a exploração e violência para fazer algo a respeito. O veganismo as reconhece em relação às outras espécies animais e pretende colocar em cheque as derivações violentas do especismo, ainda que seu papel primário seja o de questionar o modo de vida e consumo vigentes, que fazem parte e ajudam o mantenimento do status quo.