08/05/2026
Mães de crianças e adolescentes assistidos pelo Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC Bahia) receberam, nesta quinta-feira, 7, atendimento gratuito em saúde visual durante uma ação promovida em parceria com a UNOOBA, em Salvador. Além dos exames de vista e encaminhamento para óculos, a iniciativa proporcionou uma tarde de acolhimento, música, descontração e cuidado para mulheres que, muitas vezes, deixam a própria saúde em segundo plano para acompanhar os filhos em tratamento contra o câncer.
O encontro contou ainda com música ao vivo, salgadinhos, pizza e momentos de convivência preparados especialmente para as mães atendidas pela instituição. Algumas participantes também foram presenteadas com armações e óculos, garantindo acesso imediato ao cuidado visual para mulheres que enfrentam dificuldades financeiras e uma rotina intensa de acompanhamento hospitalar.
A vice-presidente da UNOOBA, Kamila Amorim, participou dos atendimentos e destacou a importância de olhar também para quem está ao lado dos pacientes durante toda a jornada do tratamento.
“Essas mães vivem praticamente de forma integral dedicadas ao cuidado dos filhos. Muitas passam meses ou anos dentro da rotina de hospitais, consultas e tratamentos e acabam esquecendo de cuidar delas mesmas. Essa parceria com o GACC foi pensada justamente para proporcionar não só atendimento visual, mas também um momento de carinho, acolhimento e leveza para essas mulheres”, afirmou.
A coordenadora do serviço de voluntariado do GACC, Márcia Lafen, ressaltou a importância da parceria para oferecer cuidado às mães atendidas pela instituição.
“É muito importante para o GACC poder contar com ações como essa, porque essas mulheres acabam deixando a própria vida e até necessidades básicas de lado para se dedicarem integralmente aos filhos. Então, quando proporcionamos um momento como esse, estamos cuidando de quem cuida”, destacou.
Entre as mães atendidas estava Maria Cristiane dos Santos, que há dez anos saiu de Alagoas para acompanhar o filho após a descoberta de um tumor no cérebro. "Sem tempo para fazer exame e sem condições financeiras, eu estava lendo com uma lupa, não tinha óculos", contou