Quinta da Serrinha

Quinta da Serrinha Azeite virgem extra de agricultura biológica
Acidez =0,2% (ano 2023)

O azeite Quinta da Serrinha provém de uma produção familiar de oliveiras transmontanas,algumas das quais centenárias, em modo de produção biológico. Esta certificação, obtida no ano de 2013 e finalizando um processo que durou 2 anos, surge com o intuito de comprovar as boas práticas agrícolas aplicadas, não pondo em risco a biodiversidade animal e vegetal, assim como a saúde de quem consome o azei

te. A apanha da azeitona, a poda das oliveiras, a mobilização de terras, a tiragem de chupões, a sementeira de cobertura verde e a rega de estacas são tudo operações que empregam sazonalmente habitantes locais. Ao comprar este azeite esta a contribuir para uma importante fonte de rendimento sazonal assim como a manutenção do olival típico da região, que não põe em causa os recursos naturais.

Cuidando do olivalEste período do ano é dos mais movimentados no olival, e isto foi o que fizemos nas últimas semanas.A ...
22/03/2026

Cuidando do olival

Este período do ano é dos mais movimentados no olival, e isto foi o que fizemos nas últimas semanas.
A seguir à poda, foi necessário destroçar a rama, e pulverizar as oliveiras com cobre, para as proteger de fungos. Aproveitei e juntei também à calda uma preparação bioestimulante e boro, para as ajudar na rebentação e floração.
No solo foi tempo de espalhar estrume, incorporando logo de seguida. Refizeram-se partes de muros de pedra antigos que tinham desmoronado e pelo meio ainda se apanharam uns ricos espargos silvestres 😊

Poda das oliveirasConsegue notar muita diferença entre a oliveira antes e depois de podada? Imagino que não, mas a rama ...
15/03/2026

Poda das oliveiras

Consegue notar muita diferença entre a oliveira antes e depois de podada? Imagino que não, mas a rama está no chão! Por aqui dizem-me os meus colegas que o desbaste deve ser apenas o suficiente para um passarinho poder voar pelo interior da árvore sem bater nos ramos. Tendo a concordar!
Este é ano de podar todas as oliveiras. Costumo fazer a poda do olival tradicional de 2 em 2 anos e do intensivo (azeitona de conserva) todos os anos. Ao podar as árvores com mais frequência evito desbastes mais intensivos o que por sua vez resulta numa menor quebra na produção.
Com uma fertilização equilibrada, rega e podas leves e frequentes tenho conseguido aumentar a produção nos últimos anos.

Oportunidade única de conhecer a Quinta da Serrinha e o Ninho da Pita - Olivia’s Winery! Veja aqui o programa e se tiver...
09/03/2026

Oportunidade única de conhecer a Quinta da Serrinha e o Ninho da Pita - Olivia’s Winery! Veja aqui o programa e se tiver interesse, contacte a Campo aberto através do email fornecido.

Esta familia produz azeite biológico numa pequena Quinta em Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz. Para além de tomarem conta...
17/02/2026

Esta familia produz azeite biológico numa pequena Quinta em Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz. Para além de tomarem conta de alguns olivais de outras pessoas, estavam a construir um lagar, que serviria também os outros agricultores locais.
Investiram a maior parte das suas poupanças nessa obra.
De repente veio a depressão Kristin a destruiu o armazém agrícola.
Precisam muito desta infrastrutura para trabalhar e não conseguem suportar as obras de reconstrução sozinhos.
Lançam agora um pedido de ajuda para angariar apoio financeiro.

Se quiser ajudar pode seguir a informação post original que eles fizeram ou visitar a sua página aqui:
https://pt.passeite.com/storm

Some things disappear quietly, unless someone decides they mat… Marije Passos needs your support for STORM DESTROYED OUR BARN - HELP US KEEP THIS LEGACY ALIVE

Sobre o meu azeite Facetas, grande em sabor, rico em polifenóis.
11/01/2026

Sobre o meu azeite Facetas, grande em sabor, rico em polifenóis.

27/12/2025

Medronheiro, uma árvore de sustento.

Há alguns anos os meus pais plantaram medronheiros em volta da casa. Apesar de os achar bonitos e sempre verdinhos, nunca lhes passei grande cartão, sendo mais apreciador do aroma da aguardente dos seus frutos.
Mas com o tempo tenho vindo aperceber-me da sua enorme importância para a vida animal e solo.
Os seus frutos não amadurecem todos ao mesmo tempo, permitindo que o seu período de maturação se prolongue desde o verão ao final do outono. Durante este ciclo vão alimentando as muitas aves que os procuram, e alguns mamíferos.
A sua floração é coincidente com a maturação dos seus frutos, permitindo que muitas abelhas e abelhões (como estes que filmei), se alimentem do seu néctar numa altura em que quase não há flores. Os raínhas abelhão hibernam e precisam da maior quantidade de energia possível para sobreviverem ao inverno.
São árvores muito resistentes ao clima mediterrâneo, criando mesmo frescura onde não a há, com ajuda da sua sombra, raizes e folhas que vão caindo
Não crescem muito e são algo lentas a desenvolver-se. A meu ver perfeitas para colocar no seu jardim!!

O reino maravilhosoTodos os anos faço a tradicional recolha de cogumelos silvestres comestíveis, que depois cozinho e co...
06/12/2025

O reino maravilhoso

Todos os anos faço a tradicional recolha de cogumelos silvestres comestíveis, que depois cozinho e congelo para comer ao longo do ano.
Desta vez queria focar-me apenas nas 2 primeiras fotos, que tirei às leveduras (reino dos fungos) que se formam na superfície da água de salmoura das azeitonas de conserva.
É um mundo completamente alienígena. As cúpulas redondas, formadas por gás que se acumula por baixo da película, fazem lembrar pequenas cidades com as suas vias de acesso, ou até sinapses cerebrais.
Com o intervalo de tempo de uma semana em que as duas fotos foram tiraras, reparem como essas vias ganham dimensão e complexidade, tornando-se numa intrincada malha, e para mim, alto maravilhoso.
Pergunto-me como funcionam estas formações? Como seres tão simples conseguem criar algo tão complexo? Será um mero processo aleatório, ou inteligência colectiva?
Ao longo dos próximos meses vão-se formar várias colónias de diferentes leveduras, com cores e estruturas diferentes. Será o fim e o inicio de efémeras civilizações, à nossa percepção temporal.

Colheita 2025/2026Terminamos na semana passada a colheita da azeitona! Foram cerca de 15 dias passados inteiramente no c...
30/11/2025

Colheita 2025/2026

Terminamos na semana passada a colheita da azeitona! Foram cerca de 15 dias passados inteiramente no campo, do raiar ao pôr do Sol, à mercê das condições do momento. Foi a chuva abundante, os terrenos encharcados, o nevoeiro, o gelo e muitas vezes também, um sol radiante.
É uma das experiências mais duras que se pode ter no campo, que testam o nosso corpo até ao limite, e as capacidades de decisão sob pressão. Mas proporciona ao mesmo tempo momentos de puro prazer de comunhão com a natureza e socialização.

A dura realidade.Agora que calor acalmou e que a prometida chuva parece ter regressado, posso respirar de alívio. Os meu...
20/10/2025

A dura realidade.

Agora que calor acalmou e que a prometida chuva parece ter regressado, posso respirar de alívio. Os meus olivais não arderam.

Este foi um verão duro no interior do país, com quase nenhuma chuva desde Junho e as temperaturas de Agosto a atingirem máximos de 44C e mínimas de 18C durante várias semanas consecutivas. Acrescentando-lhe agora ventos fortes e humidade quase inexistente, criaram-se as condições perfeitas para incêndios de grandes proporções.
E assim, na penúltima semana de Agosto, aconteceu o que eu já receava, um incendio florestal e agrícola, totalmente fora de controlo, que dizimou centenas de hectares de olival e amendoal, o fruto do trabalho de muitos anos. E se já é duro ver a paisagem assim queimada, é difícil imaginar a dor de ver o nosso olival carbonizado, todos os dias desde então.

Não quero com este texto discutir as causas deste incêndio ou a forma como o seu combate foi feito, mas sim porque tantos olivais e amendoais arderam, mesmo sendo bem geridos.
Já demonstrei várias vezes que sou grande adepto de medidas de conservação do solo, no caso do enrelvamento, em que a cobertura vegetal é cordada quando começa a secar, f**ando um tapete de erva seca de pouco mais de meio palmo. Pois foi este pequeno tapete de erva seca, impossível de remover exceto pela mobilização do solo, que se revelou ser o principal responsável pelo alastrar do fogo dentro dos olivais, como poderemos ver nas fotos. Ficou assim demonstrado que esta técnica não é suficiente para evitar que as nossas culturas ardam, mesmo que sendo giradas cuidadosamente.
Escrevo então publicamente para que quem o faz tenha presente que o perigo existe, e que o uso de uma técnica inovadora e sustentável como esta só poderá ser viável se reduzir o risco de incêndio a um mínimo próximo de zero, principalmente num contexto de alterações climáticas em que este tipo de fenómenos extremos se repete cada vez mais.

O que farei eu nos meus olivais?

Pretendo continuar a fazer enrelvamento com muito mais precaução e só em alguns casos. Por exemplo, em olivais rodeados de terrenos mal geridos ou abandonados, não o farei.
Nos terrenos a manter o enrelvamento, farei sempre um perímetro de segurança largo, assim como vários corta-fogos no seu interior. A erva será mantida bem curta durante o verão, em toda a extensão do olival. Estou ainda a estudar a possibilidade de adquirir também um kit de combate a incêndios.

Espero assim ter contribuído para enriquecer este assunto e ajudar a prevenir os meus colegas agricultores.

Os bravos do rio.Aqui perto há uma aldeia ribeirinha chamada Foz do Sabor. Esta aldeia tem uma característica, é a últim...
17/08/2025

Os bravos do rio.

Aqui perto há uma aldeia ribeirinha chamada Foz do Sabor. Esta aldeia tem uma característica, é a última aldeia piscatória da região. E se antigamente vários pescadores abasteciam grande parte do território Transmontano com peixe do rio, hoje restam apenas 3 ou 4, servindo apenas alguns restaurantes locais.
Ora quem me conhece melhor sabe que sou fascinado pela pesca, e decidi conhecer esta arte local, que corre o risco de desaparecer.
Juntei-me a dois Manueis e lá fui lançar as redes num final de tarde. Receberam-me amavelmente e com abertura para me ensinar. Creio que para eles é bom ter de vez em quando uma companhia curiosa nesta actividade solitária.
O barco é bonito, um rabelo (também os há para a pesca) de verde musgo. Sei que é feito no Peso da Régua. As águas, apesar de tranquilas, têm sempre alguma corrente, por influência das barragens a montante e jusante.
Pelas 18:30 certas, depois do último navio de cruzeiro passar, fomos em direção ao local escolhido para lançar as redes, deixando para trás a praia fluvial da Foz do Sabor, ainda cheia de gente. São redes de 100m cuja ponta se ata a uma das margens do rio, e se vai desenrolando em direção à outra. No final da rede está um calhau que se lança ao fundo, e lá f**a noite dentro. A escolha dos locais do rio para pescar não depende só da fezada destes homens, mas também de um conhecimento da morfologia do rio, pois antes de ser barragem, já estes homens o calcorreavam de fio a pavio.
No dia seguinte, pelas 6:00 da manhã, lá fomos levantar as redes. Não é uma tarefa fácil, elas f**am pesadas pois agarram as algas e por vezes prendem-se a troncos e pedras no fundo. Mas o peixe lá foi saindo junto com elas, na maioria barbos entre 1 a 2kg e alguns lúcio perca. Conseguimos cerca de 60kg, que foram logo a entregar aos restaurantes que os encomendaram. São confecionados fritos, às postas finas. Uma delícia!!
Poderia descrever mais esta experiência, embelezando-a um pouco. Mas correria o risco de criar uma fantasia de algo que é muito cru, a pesca de animais selvagens para alimentação humana. Aqui f**am alguns registos.

Quando as temperaturas Mínimas superam os 20ºC…Quando é esta a temperatura mínima, normalmente pelas 5 ou 6h da manhã, é...
11/08/2025

Quando as temperaturas Mínimas superam os 20ºC…

Quando é esta a temperatura mínima, normalmente pelas 5 ou 6h da manhã, é difícil dormir. As casas estão quentes, aquecem durante os 40 e tal graus que fazem durante o dia e não arrefecem à noite. Acordas cansado, sem vontade de fazer nada, o corpo está mole, a mente sucumbe, o fresquinho matinal não existe.
Os pássaros quase nem se ouvem, apenas o arfar constante do cão na tentativa de se arrefecer. Os animais foram para outras paragens, mais frescas, ou saem apenas à noite. Até as formigas deixam de trabalhar durante as horas quentes!!
As plantas da horta deixam de dar frutos, muitas vezes morrem, os tomates ganham fungos, o feijão verde nem vê-lo! As folhas das árvores caem, na tentativa de diminuir a perda de água.
O céu enche-se de fumo, ardem montes e florestas noutras zonas do país, mas o ar que respiramos é o mesmo.
Enquanto escrevo descem-me gotas de suor pelo peito abaixo, talvez esteja a fazer muito esforço ao escrever... Volto a dormir a sesta, sonhando acordar com a frescura de um fim de tarde.
Ando descalço em casa, quase nu, passo a beber apenas água e como muita salada. As festividades de verão perdem quase todo o interesse.
Mas a oliveira aguenta-se, guarda os seus frutos. As folhas enrolam-se dos dois lados para diminuir a exposição ao sol, as azeitonas deixam de crescer. Mesmo que as regues não o fazem, não é a altura certa.
São árvores preparadas para o pior, esperando pelo melhor. Assim temos de ser.

Endereço

Caminho Municipal Da Serrinha 771
Alfândega Da Fé
5350-053

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